Restrição calórica reduz ou aumenta vida?

Por J.Costa


Há muitos anos pesquisadores trabalham com ratos de laboratório para uma descoberta interessante: animais que haviam sido privados de comida vivem mais tempo do que os roedores que foram alimentados à satisfação. O estudo sugere que a restrição calórica pode levar a uma vida mais longa.

Outra pesquisa com macacos publicada na revista Nature sugere que cortando em 30% o consumo das calorias diárias, os macacos vivem mais do que aqueles que comem normalmente. A restrição ajuda inclusive os macacos mais velhos a reduzir os seus níveis de triglicérides, um fator de risco para doenças do coração.

Acredita-se que a restrição calórica pode ter suas raízes evolutivas como um mecanismo de sobrevivência permitindo que espécies possam sobreviver quando a comida é escassa, mas essa a restrição só tem efeitos positivos se a dieta em geral for equilibrada.

Mas apesar dos estudos positivos outras pesquisas apontam efeitos negativos na restrição calórica do sistema imunológico como cicatrização mais lenta de feridas e aumento do risco de doença infecciosa.

É interessante ainda ressaltarmos uma publicação dos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia que informam que o efeito da restrição calórica na longevidade em humanos ainda não está bem estabelecido.

De um modo geral as informações gerais sugerem que a redução de 25% de calorias na dieta diminuem o risco de doenças crônicas, contudo é preciso muitos outros estudos para uma afirmação.

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