O maior inimigo do emagrecimento: O apego ao paladar

Por J.Costa


Quem nunca ouviu alguém dizer: “eu sou um apreciador de uma boa comida” ou “só como do bom e do melhor”?

Sem sombra de dúvida tais afirmações, em quase todos os casos, são carregadas dos valores que dizem a respeito da forma ou do sabor dos alimentos, e não de fato sobre suas propriedades.

Isso porque vivemos em uma época onde a aparência externa das coisas toma a dianteira sobre sua essência ou conteúdo. Isto é, ao afirmarmos que comemos bem ou comemos o que é bom, estamos nos referindo a forma dos nossos alimentos, ou seja, aquilo que foi mais caro no mercado ou aquilo que é mais saboroso e agradável a nós. Porém podemos nos perguntar: será que aquilo que nos agrada é de fato aquilo que precisamos?

apego ao paladar

As emoções interferem no paladar

Para entendermos como isso acontece, façamos um paralelo com o reino animal: um animal, quando em seu habitat natural, necessita buscar o seu alimento, de modo que passa muitos e muitos dias sem comer. Um exemplo interessante é o cachorro, que possui um sistema digestivo que permite com que este fique bastante tempo sem se alimentar, retendo a energia da refeição anterior efetuada.

Ao domesticarmos um cão, uma característica em comum adquirida é o ato dele nunca rejeitar um petisco ou sempre fazer o que for necessário para consegui-lo, devido sua emoção de sobrevivência que não refuta a nada do que seja de comer. Por isso, quando um animalzinho está sob os nossos cuidados, precisamos conhecer suas necessidades e dosar com muita cautela a sua alimentação.

Fica evidente a relação entre a emoção e as sensações quando falamos sobre os animais. Com os seres humanos, também ocorre o mesmo: basta notarmos a questão do sobrepeso na sociedade e observamos um exemplo direto deste acontecimento em nosso dia-a-dia.

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O apego ao paladar

O apego ao paladar é o grande inimigo do emagrecimento e atualmente é algo que passa por despercebido entre nós. Mais ainda quando nos referimos às sensações, pois somos educados desde pequenos para comermos aquilo que possui um sabor mais forte, mais doce ou mais salgado, com uma textura mais agradável, etc. Assim como acontece com um fumante, que aos poucos perde o seu olfato e o seu paladar por abusar em demasia dos mesmos, também é com a mente, com as emoções e, consequentemente, com as sensações e dentre elas, o paladar.

Quanto mais alimentos congelados, industrializados, embebidos em óleos e conservantes, com aromatizantes, acidulantes, etc., etc., etc., ingerirmos, mais vamos perdendo a sensibilidade para com os alimentos que nosso corpo necessita, que são os legumes, frutas, verduras, grãos e vegetais.

Por isso, necessitamos ser mais responsáveis com o nosso corpo, adquirindo hábitos de verdadeiro compromisso e seriedade. Existem pessoas que o apego ao paladar é tão evidente que, assim como os animais, são literalmente “conquistadas pela pança”. Por isso, discernir sobre se aquilo que ingerimos é adequado, uma vez que o alimento em questão também se torna parte de nós, é primordial.

Que tal começarmos agora mesmo?

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